top of page

Fome de Aplausos: Por que a necessidade de aprovação dos outros nunca nos sacia?

  • Foto do escritor: Ricardo C. Machado
    Ricardo C. Machado
  • 13 de fev.
  • 2 min de leitura
Fome de Aplausos: Por que a necessidade de aprovação dos outros nunca nos sacia?

Desde muito cedo, aprendemos uma lição poderosa e perigosa: para sermos amados, precisamos agradar. O sorriso da mãe, o elogio do pai, a nota boa na escola — tudo isso nos ensinou que o nosso valor está condicionado ao olhar de aprovação de um Outro.


Crescemos, mas a criança interna que busca desesperadamente ser "boa o suficiente" continua viva. Hoje, ela não busca mais apenas o olhar dos pais, mas o olhar do chefe, do parceiro, dos amigos e, claro, dos seguidores nas redes sociais.


A necessidade constante de aprovação é, na verdade, uma tentativa de preencher uma falta estrutural.


De onde vem nossa necessidade de aprovação?


Na psicanálise, entendemos que o ser humano é marcado por uma falta fundamental. Nunca nos sentimos completos. Para tentar tapar esse buraco, buscamos no Outro a confirmação de que somos inteiros, valiosos e dignos de amor. "Se ele me elogiou, então eu existo". "Se tive muitos likes, então sou importante".


O problema é que essa validação externa é como um balde furado. Por mais que o Outro nos aprove, a sensação de completude dura pouco. Logo, a dúvida retorna: "Será que ainda gostam de mim?". E o ciclo recomeça.


Viver em função da aprovação alheia tem um custo altíssimo: a traição de si mesmo.

Para garantir o "sim" do outro, muitas vezes dizemos "não" aos nossos próprios desejos. Moldamos nossa personalidade, calamos nossas opiniões e sufocamos nossas vontades apenas para evitar o risco da rejeição. Tornamo-nos camaleões, adaptando-nos ao que imaginamos que o outro espera de nós.


Como a terapia e autoconhecimento são importantes nesse processo?


A verdadeira maturidade emocional chega quando entendemos que é impossível agradar a todos e, mais importante, que não precisamos agradar a todos para sobreviver. A frase é objetiva e clara, mas nem sempre conseguimos lidar com isso na prática.


Suportar o desapontamento do outro é um ato de coragem. É bancar o próprio desejo, mesmo que isso signifique perder alguns aplausos. A liberdade real não é ser amado incondicionalmente por todos (isso é fantasia infantil), mas sim ser capaz de sustentar quem se é, mesmo quando o outro torce o nariz.


Afinal, quem vive para ser aprovado pelo mundo acaba sendo rejeitado por si mesmo.


Você se identificou com esse conteúdo, tem utilizado as redes sociais para buscar refúgio, mas sente que precisa de ajuda profissional para lidar com suas questões?




 
 
 

Comentários


bottom of page